Dar voz aos munícipes:Um ato de cidadania


O papel atribuído ao Executivo camarário é de crucial importância na resolução dos problemas que afetam os munícipes nas mais variadas situações, seja no âmbito da saúde, da ação social, do empreendedorismo, no apoio às associações, no desporto e na cultura. Cada vez mais, temos vindo a assistir a uma maior participação dos munícipes nas reuniões de Executivo apresentando sugestões e situações que os afetam.
A experiência tem demonstrado que se conseguem melhores resultados quando a comunidade participa na governação. É fundamental aproximar todos os cidadãos da política e demonstrar que a sua opinião conta. Esta é a forma de fortalecermos a democracia e reduzir o abstencionismo.
Embora no passado longínquo a Câmara da Marinha Grande já tenha feito reuniões do executivo descentralizadas, nomeadamente em Vieira de Leiria, esta prática perdeu-se, podendo mesmo dizer-se que, em vez de progredirmos, regredimos.
Após as autárquicas de 2013, na primeira reunião de Câmara realizada no dia vinte e cinco de outubro de 2013, o Vereador Carlos Logrado, do Grupo +Concelho, propôs que as reuniões de Câmara fossem descentralizadas do edifício da Câmara Municipal e que se realizassem nas Juntas de Freguesia e nas Coletividades. Após alguma discussão sobre a mesma, o Vereador Paulo Vicente referiu na altura que “que em termos de funcionalidade lhe parece que será muito difícil transpor as reuniões para fora do edifício da Câmara, pois em termos práticos e logísticos, é quase impraticável fazer as reuniões fora, entendendo que, quando muito, fazer os atendimentos nas freguesias, tal como já aconteceu em anteriores mandatos”. Esta ideia foi secundada, quer pelos Vereadores da CDU, quer do PSD, quer do Senhor Presidente. Posta à votação, a proposta do Sr. Vereador Carlos Logrado, para a descentralização de todas as reuniões da Câmara Municipal, foi a mesma rejeitada, por maioria, com 5 votos contra, 1 abstenção do Sr. Vereador Aurélio Ferreira e 1 voto a favor do proponente.
Volvidos quatro anos, a justificação da difícil logística e da inexistência dos meios para descentralizar as reuniões, não é hoje uma justificação plausível, dado que a Câmara possui todos os meios informáticos, multimédia e outros, que permite, em tempo real, falar com qualquer técnico que esteja num outro local, bem como visualizar qualquer documento que esteja em qualquer serviço da Câmara.
Tendo em conta que o Executivo Camarário deve estar mais próximo dos munícipes e ouvi-los com mais regularidade, que a sua participação cívica é fundamental na nossa democracia, que passados quatro anos os constrangimentos apontados foram profundamente alterados, o +Concelho apresentou uma nova proposta para deliberação – Descentralização das Reuniões de Câmara - a ser discutida na reunião de Executivo no dia treze de julho. Acreditamos que as razões invocadas em 2013 para a sua não aprovação estão hoje completamente ultrapassadas, e que todos os Vereadores terão essa visão e concordarão com o princípio que está subjacente a esta iniciativa. Assim, estamos em crer que, desta vez, a proposta seja aprovada por unanimidade.
                                                                                                                         JMG 20170706 
Elvira Ferreira
Deputada à Assembleia Municipal da Marinha Grande
+Concelho


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