1- Há ou não acordo de
governação PS/+Concelho?
É
uma situação caricata e surrealista.
Existe
um acordo! O PS não o denunciou, no entanto, fez um outro acordo com a CDU,
incompatível com o do +Concelho.
Nada
tendo a ver com o acordo PS/CDU, é eticamente reprovável o comportamento de
Álvaro Pereira e da equipa negocial do PS.
2- Quem conduziu e quando
começaram as negociações PS/+Concelho?
Excluindo
a primeira reunião (4 de Outubro), que foi basicamente de troca de pontos de
vista, as quatro seguintes (17 a 21 de Outubro) foram lideradas directamente
por Álvaro Pereira e tiveram participação intensa das principais figuras da
actual equipa PS: Paulo Vicente; Cidália; Tereza Coelho e Curto Ribeiro.
O
acordo foi conseguido muito rapidamente. As reuniões dos dias 17 e 19 de
Outubro foram bastantes para fechar o acordo e elaborar o documento de
compromisso.
Por
parte do +Concelho, para além de mim, participaram nas negociações Maria João
Gomes e Elvira Ferreira.
3- O acordo existe sob a
forma escrita e foi assinado pelas partes?
O
acordo está acessível a todos no Portal +Concelho:
Na
tarde do dia da tomada de posse, 21 de Outubro, a equipa PS manifestou algumas
reservas sobre dois pontos do acordo (6- Alteração do Organograma dos Serviços
e 7- Pelouros atribuídos a Carlos Logrado), pelo que se acordou manter o acordo
e reunir nos dias seguintes para encontrar uma solução de compromisso e
reformular os mesmos.
Ficou
combinado assinarmos o documento final do acordo após reformular os pontos 6 e
7, publicitando-o de seguida à comunidade.
O
acordo foi fechado com a concordância expressa, individualmente, por todos os
intervenientes, nomeadamente Álvaro Pereira, Paulo Vicente, Teresa Coelho e
Carlos Logrado. Álvaro Pereira reafirmou o que já antes tinha dito,
repetidamente, “O acordo está fechado e a minha palavra vale mais do que uma
escritura”.
Após
a tomada de posse nunca mais fomos convocados para reformular os pontos 6 e 7.
O resto da história é publicamente conhecida e realça bem o valor da “palavra”
e carácter de Álvaro Pereira.
4- O PS convidou o
+Concelho para ocupar um cargo com pelouros no executivo?
Para
além de convidar, Álvaro Pereira insistiu e pressionou para aceitação dos
pelouros.
O
+Concelho disse desde o primeiro dia que não lhe interessava o “poder pelo
poder” e antes de falar em pelouros era fundamental acordar sobre um “Projeto
para o Concelho”.
Neste
sentido, colocámos algumas condições para início das conversações:
1- Definição,
conjunta, da matriz base do “Plano Estratégico Concelhio”;
2- Elaboração
do “Plano Estratégico Concelhio” de uma forma consensual, envolvendo os
vereadores de todas as forças politicas;
3- Inclusão
no acordo dos principais projectos do plano de governação 2013-2017;
4- Publicitação
pública do acordo.
5- Quais eram os moldes do
acordo entre o PS e o +Concelho?
Os
termos do acordo são bem claros e podem ser vistos em
https://docs.google.com/file/d/0B5nQLvZswseuazJtNHNudWtZWEE/edit
https://docs.google.com/file/d/0B5nQLvZswseuazJtNHNudWtZWEE/edit
Sumáriamente
compreendem 9 pontos:
1- Missão
– Ser o melhor concelho para viver, trabalhar e investir
2- Plano
Estratégico consensual alargado aos vereadores de todas as forças politicas
3- Definição
das linhas Gerais para o Plano Estratégico
4- Definição
da matriz de decisão
5- Definição
dos principais projectos do plano de governação 2013-2017
6- Alteração
do Organograma dos serviços da Câmara Municipal
7- Pelouros
atribuídos a Carlos Logrado
8- Regime
do vereador Carlos Logrado
9- Gabinete
do vereador Carlos Logrado
6- Que pelouros iria ter o
vereador do +Concelho?
Os
pelouros nunca foram condição primeira para o +Concelho.
A
primeira proposta compreendia todos os pelouros atribuídos à vereadora Cidália,
no anterior executivo.
7- O que falhou para não
existir acordo entre as duas partes?
O
+Concelho não guarda nenhum ressentimento por ter sido feito um outro acordo
(PS/CDU) que inviabiliza o acordo PS/+Concelho.
Do
que não gostámos foi do comportamento da equipa de Álvaro Pereira. O PS tem
mais nobreza do que a demonstrada por esta equipa.
Julgo
que nada falhou. Faltou a vontade e carácter da equipa de Álvaro Pereira.
8- Houve intransigência
por parte do PS?
Não.
As conversações foram fáceis e rápidas.
Ficámos
espantados com a aceitação imediata, pelo PS, do projecto para o concelho do
+Concelho.
9- Que leitura faz o
+Concelho do compromisso entre PS e CDU?
Se
ambos cumprirem, o que é duvidoso, é um compromisso que garante estabilidade
governativa.
Para
quem gostou da governação concelhia dos últimos 6 anos, é uma boa solução. Não
muda nada. É mais do mesmo.
De
facto, o projecto PS coincide com o projecto CDU. Diria que é uma coligação
natural, ou seja, uma solução 1+1=1.
Para
quem julga que se pode fazer mais pelo concelho, esta é uma má solução. São
mais 4 anos perdidos e a ficar para trás face aos concelhos vizinhos.
O
+Concelho seria complementar ao PS, ou seja, uma solução 1+1=2.
10- Depois
deste desfecho, o +Concelho está disposto a manter conversações com os
socialistas para se alcançar um acordo alargado?
O
+Concelho esteve, está e estará sempre ao serviço do concelho. Nessa medida
nunca fecha portas.
O
+Concelho fará sempre parte da “solução construtiva”. E está disponível para
trabalhar com a coligação PS/CDU bem como com todos os outros grupos políticos.
Excluindo
os pontos 7, 8 e 9 do acordo PS/+Concelho, todos os outros se mantêm actuais.
11- E
o futuro do +Concelho?
Não
ter pelouros, não é para nós um handicap.
O
+Concelho será a “Voz” da Comunidade.
Em
2017 será um um grupo mais sólido e reconhecido, candidato à vitória.
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