ENTREVISTA DE CARLOS LOGRADO AO JMG 20131121

1-  Há ou não acordo de governação PS/+Concelho?

É uma situação caricata e surrealista.

Existe um acordo! O PS não o denunciou, no entanto, fez um outro acordo com a CDU, incompatível com o do +Concelho.

Nada tendo a ver com o acordo PS/CDU, é eticamente reprovável o comportamento de Álvaro Pereira e da equipa negocial do PS.

2-  Quem conduziu e quando começaram as negociações PS/+Concelho?

Excluindo a primeira reunião (4 de Outubro), que foi basicamente de troca de pontos de vista, as quatro seguintes (17 a 21 de Outubro) foram lideradas directamente por Álvaro Pereira e tiveram participação intensa das principais figuras da actual equipa PS: Paulo Vicente; Cidália; Tereza Coelho e Curto Ribeiro.

O acordo foi conseguido muito rapidamente. As reuniões dos dias 17 e 19 de Outubro foram bastantes para fechar o acordo e elaborar o documento de compromisso.

Por parte do +Concelho, para além de mim, participaram nas negociações Maria João Gomes e Elvira Ferreira.

3-  O acordo existe sob a forma escrita e foi assinado pelas partes?

O acordo está acessível a todos no Portal +Concelho:

Na tarde do dia da tomada de posse, 21 de Outubro, a equipa PS manifestou algumas reservas sobre dois pontos do acordo (6- Alteração do Organograma dos Serviços e 7- Pelouros atribuídos a Carlos Logrado), pelo que se acordou manter o acordo e reunir nos dias seguintes para encontrar uma solução de compromisso e reformular os mesmos.
Ficou combinado assinarmos o documento final do acordo após reformular os pontos 6 e 7, publicitando-o de seguida à comunidade.

O acordo foi fechado com a concordância expressa, individualmente, por todos os intervenientes, nomeadamente Álvaro Pereira, Paulo Vicente, Teresa Coelho e Carlos Logrado. Álvaro Pereira reafirmou o que já antes tinha dito, repetidamente, “O acordo está fechado e a minha palavra vale mais do que uma escritura”.

Após a tomada de posse nunca mais fomos convocados para reformular os pontos 6 e 7. O resto da história é publicamente conhecida e realça bem o valor da “palavra” e carácter de Álvaro Pereira.

4-  O PS convidou o +Concelho para ocupar um cargo com pelouros no executivo?

Para além de convidar, Álvaro Pereira insistiu e pressionou para aceitação dos pelouros.
O +Concelho disse desde o primeiro dia que não lhe interessava o “poder pelo poder” e antes de falar em pelouros era fundamental acordar sobre um “Projeto para o Concelho”.

Neste sentido, colocámos algumas condições para início das conversações:

1-     Definição, conjunta, da matriz base do “Plano Estratégico Concelhio”;
2-    Elaboração do “Plano Estratégico Concelhio” de uma forma consensual, envolvendo os vereadores de todas as forças politicas;
3-    Inclusão no acordo dos principais projectos do plano de governação 2013-2017;
4-    Publicitação pública do acordo.

5-  Quais eram os moldes do acordo entre o PS e o +Concelho?

Os termos do acordo são bem claros e podem ser vistos em

https://docs.google.com/file/d/0B5nQLvZswseuazJtNHNudWtZWEE/edit

Sumáriamente compreendem 9 pontos:

1-    Missão – Ser o melhor concelho para viver, trabalhar e investir
2-    Plano Estratégico consensual alargado aos vereadores de todas as forças politicas
3-    Definição das linhas Gerais para o Plano Estratégico
4-    Definição da matriz de decisão
5-    Definição dos principais projectos do plano de governação 2013-2017
6-    Alteração do Organograma dos serviços da Câmara Municipal
7-    Pelouros atribuídos a Carlos Logrado
8-    Regime do vereador Carlos Logrado
9-    Gabinete do vereador Carlos Logrado

6-  Que pelouros iria ter o vereador do +Concelho?

Os pelouros nunca foram condição primeira para o +Concelho.

A primeira proposta compreendia todos os pelouros atribuídos à vereadora Cidália, no anterior executivo.

7-  O que falhou para não existir acordo entre as duas partes?

O +Concelho não guarda nenhum ressentimento por ter sido feito um outro acordo (PS/CDU) que inviabiliza o acordo PS/+Concelho.

Do que não gostámos foi do comportamento da equipa de Álvaro Pereira. O PS tem mais nobreza do que a demonstrada por esta equipa.

Julgo que nada falhou. Faltou a vontade e carácter da equipa de Álvaro Pereira.

8-  Houve intransigência por parte do PS?

Não. As conversações foram fáceis e rápidas.
Ficámos espantados com a aceitação imediata, pelo PS, do projecto para o concelho do +Concelho.

9-  Que leitura faz o +Concelho do compromisso entre PS e CDU?

Se ambos cumprirem, o que é duvidoso, é um compromisso que garante estabilidade governativa.

Para quem gostou da governação concelhia dos últimos 6 anos, é uma boa solução. Não muda nada. É mais do mesmo.

De facto, o projecto PS coincide com o projecto CDU. Diria que é uma coligação natural, ou seja, uma solução 1+1=1.

Para quem julga que se pode fazer mais pelo concelho, esta é uma má solução. São mais 4 anos perdidos e a ficar para trás face aos concelhos vizinhos.

O +Concelho seria complementar ao PS, ou seja, uma solução 1+1=2.

10-    Depois deste desfecho, o +Concelho está disposto a manter conversações com os socialistas para se alcançar um acordo alargado?

O +Concelho esteve, está e estará sempre ao serviço do concelho. Nessa medida nunca fecha portas.

O +Concelho fará sempre parte da “solução construtiva”. E está disponível para trabalhar com a coligação PS/CDU bem como com todos os outros grupos políticos.

Excluindo os pontos 7, 8 e 9 do acordo PS/+Concelho, todos os outros se mantêm actuais.

11-    E o futuro do +Concelho?

Não ter pelouros, não é para nós um handicap.

O +Concelho será a “Voz” da Comunidade.

Em 2017 será um um grupo mais sólido e reconhecido, candidato à vitória. 

    

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