Razões Poéticas para um Ámen ...



Porque acredito em homens que fazem carris de comboios com o orçamento existente ou com crédito pagável em tempo útil e benefício dos cidadãos contribuintes e pagadores de IMI & demais impostos;
Porque acredito em mulheres sozinhas que criam os seus filhos com valores, habilitações académicas e profissionais, que se deixam empurrar para o sonho de um mestrado em matemática e fazem um doutoramento que já não fará subir nenhum degrau na hierarquia do real, com epígrafes da poetisa Sophia;
Porque acredito em mulheres de ombros elegantes, capazes de sustentar as dores dos outros e de dar o braço a quem sofre pelos filhos que não tiveram no ventre delas;
 Porque acredito em homens que criam os filhos sem mãe e os aceitam na sua diferença, mesmo antes de descobrirem que o dom artístico é uma escolha que não se explica e que faz de quem o possui – sempre o outro…
Porque acredito em desconhecidos honrados – ingénua, pura, porém não ´’apoucadinha’’…  –  que sonham melhorar o mundo próximo, pois sabem que nunca os deixarão governar o mundo, nem têm os galões brilhantes que valem na farsa social;
Porque espontaneamente pedi 2 minutos para falar como ouvinte do programa que a qualidade da RCM transmitiu num sábado de verão na Moher, lugar público dos ‘natorais’, e foi-me concedida a fala como figura mediática e pública que apenas sussurrou segredos conhecidos e ignorados de todos;
Porque tenho mais de cinquenta anos, estive em coma há quase oito anos e o meu avô segredou-me que estava na hora de exercer a costela anarquista;
Porque sou a ‘viúva’ do Afonso Lopes Vieira e não o quero desiludir nem enganar: nunca comprarei votos – cumpro missões, com o querido mestre a quem beijei a mão depois de morto: continuarei a Campanha Afonsina com esta candidatura e oferecê-la-ei a todo os candidatos que a desejem cumprir honradamente.
E se brotarem brasas do vulcão sob os meus pés, caminharei sobre elas e não me queimarei: tenho os pés cavos e quem o descobriu foi a pintora batalhense Irene Gomes. Por isso a minha consultadoria cultural será feita com e pelos ‘santos da casa’ e peço ao Senhor que não me deixe queimar e me continue a soprar sonhos fazíveis.
 Abraço todos os honrados cidadãos deste Concelho centenário e os meus antepassados Pseudoni , italianos, murmuram um tanti auguri e eu respondo com a fórmula do nosso Poeta ateu e anónimo servita escrevente do AVE de Fátima:
ex corde,
CN



S. Pedro de Moel, casa-barco, 23 de agosto de 2017: 23:30h.

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