O Concelho da Marinha Grande não é um concelho inseguro,
antes pelo contrário. Mas será que tudo está bem?
Direi que não.
São atos de vandalismo contra o património público, desde o
despejo do lago do Parque da Cerca, atentando contra a vida animal existente e
contra os populares que por lá passeiam com o mau cheiro que advém do facto.
São
inscrições inoportunas em edifícios, quebras de iluminárias, destruição de
sistemas de rega, sanitários, bebedouros e um elevado número despropositado de
outros atos contra o erário público. Por outro lado, assistimos ao atentado,
provocado por terceiros, pela forma de ruído excessivo, na calada da noite,
contra o descanso dos cidadãos.
Não é do mar que tenho medo, mas em termos de segurança há
falhas.
Devemos “enfiar a cabeça na areia” ou “assobiar para o lado”
como se elas não existissem e esperar que a insegurança aumente para níveis de
medo? Não, não podemos nem o devemos fazer.
Há medidas já tomadas por outros concelhos, por exemplo
Leiria ou Amadora, a replicar no nosso em que, não instituindo um Big Brother, se instalem câmaras de
vídeo vigilância, ligadas à polícia, nos lugares públicos de maior
desassossego, ou em vigilância do património público.
No que ao ruído na via pública diz respeito, o +Concelho, nos
poucos meses que esteve a desempenhar funções na câmara, estabeleceu contactos
com o fornecedor de comunicações móveis do município e criou um sistema de
alerta de ruído, simples mas funcional. Este sistema, em primeira instância,
envia uma sms para as entidades
gestoras do negócio, alertando-os que os níveis de ruído estão excessivos. Caso
estes não resolvam o problema, é enviada uma outra sms, desta vez para a polícia e para os responsáveis pelo pelouro
na autarquia para que ajam em conformidade.
O que é que temos hoje? Temos munícipes que afirmam
queixar-se à polícia e GNR e que estas não atuam. Temos donos de bares a dizer
que não há qualquer queixa e que nem sequer foram visitados pelas forças
policiais. E mais grave ainda, temos situações de brigas que muitas vezes levam
pessoas para o SAP dos centros de saúde.
Tudo fica resolvido com um sistema destes, claro que não, mas
não duvido que traremos paz aos três tipos de pessoas envolvidas, os clientes,
os empresários e os vizinhos destes.
Eis duas das medidas que o +Concelho pretende implementar nos
dois primeiros anos de governação.
Assim, podemos afirmar, somos “gente que faz”
Luiz Branco – Candidato à Assembleia Municipal da
Marinha Grande pelo + Concelho

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