+CONCELHO Reunião de Câmara de 5 de Março de 2015
Hoje sou porta-voz de uma proposta que
vem da parte de uma empresa vidreira do nosso concelho que apostou em
modernizar-se tecnologicamente, combinando a indústria da
cristalaria manual com novos processos de automatização.
Falo da VIDREXPORT, cujos sócios se
mostraram disponíveis para permitir visitas guiadas às crianças
das escolas do ensino básico do concelho, na perspetiva de que o
conhecimento do processo de fabricação das peças em vidro manual,
não se perca e, pelo contrário se possa perpetuar na memória das
gerações mais jovens.
Há alguns anos atrás, em praticamente
todas as família, havia sempre alguém que trabalhava nesta
indústria e de certa forma, a relação dos marinhenses com o vidro
fazia parte do seu quotidiano.
Esta proposta da VIDREXPORT permite
manter vivo um património que devemos preservar: a magia da arte do
vidro manual.
Na minha opinião a empresa possui
condições de segurança, que permitem realizar o circuito sem pôr
em risco a integridade das crianças. Proponho aos senhores
Vereadores dos pelouros da Cultura e da Educação que estas visitas
das escolas possam ser divulgadas e organizadas através do Museu do
Vidro.
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A crise que atravessamos tem levado a
um cada vez maior empobrecimento da população. A insuficiência ou
mesmo ausência de rendimentos ou recursos económicos tem levado
algumas famílias a situações extremas de não terem onde morar,
conduzindo-as a uma situação de desestruturação e exclusão
social. Penso que esta situação é mais grave e frequente em
famílias monoparentais, em que a mãe é que assume as
responsabilidades do agregado.
Temos assistido nestas
reuniões, a intervenções de munícipes, em situações muito
precárias e a necessitarem urgentemente de uma habitação.
Todos temos consciência
que a administração central não investe um cêntimo na habitação
social, atirando para as autarquias a responsabilidade e intervenção
neste sector. O seu papel de proximidade com a comunidade obriga-a a
uma ação social cada vez mais alargada e com menos recursos
financeiros.
Ter um tecto onde morar
significa a fronteira entre a exclusão e a possibilidade de uma
cidadania mais ativa. Por isso, eu permito-me insistir neste tema.
Existem, nesta altura,
habitações sociais a necessitar de obras para depois poderem ser
entregues a quem mais precisa. É possível fazer uma previsão para
quando poderão ser executadas as obras de reparação e dar alguma
esperança a estas pessoas?
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Finalmente, volto a falar
do edifício da antiga Ivima, que continua praticamente vazio.
Estranho que tantas entidades às quais aí foi atribuído um espaço,
ainda não o tenham ocupado. Certamente a Câmara está ao corrente
da situação e pode informar-nos se existem constrangimentos de
ordem técnica que impeçam que o edifício possa acolher as
entidades previstas.
Maria João Gomes
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